domingo, 8 de janeiro de 2012

GUIA DE CUIDADOS BÁSICOS


Quem tem um cachorro ou um gato em casa sabe que a alegria de tê-los como companheiros traz algumas responsabilidades. Para não se esquecer dos requisitos básicos para o desenvolvimento saudável dos animais, a COMAC preparou abaixo um pequeno roteiro com dicas para facilitar o dia-a-dia dos proprietários e, claro, dos cães e gatos.

ALIMENTAÇÃO

Na hora de garantir a comida de cães e gatos, é bom prestar bastante atenção. Na dúvida entre ração e comida caseira, a ração vence por ser mais prática e segura. Embora a comida caseira seja permitida, existe o risco de ela perder a validade mais rapidamente caso o animal demore a comê-la.

No caso dos cães, o número de refeições diárias pode variar. Para os filhotes, é ideal oferecer comida três vezes ao dia e, na fase adulta, duas vezes são suficientes. No caso dos gatos, essa quantidade pode chegar a 16 vezes por dia, mas sempre em pequenas quantidades. O gato é conhecido como petiscador e por isso, a comida pode ser disponibilizada sem preocupação, com limite apenas diário e não por refeição.

Outro ponto importante é lembrar que os gatos nunca devem receber ração feita para cachorros. A composição das rações é diferente e respeita as necessidades específicas dos animais.

HIGIENE

Existem algumas diferenças essenciais entre o banho de gatos e o de cachorros. Quem tem as duas espécies em casa precisa dobrar a atenção.

No caso dos cachorros, é muito importante que o banho se torne uma experiência agradável para o animal. Caso o proprietário não consiga garantir um banho sem acidentes ou violência, é ideal procurar uma clínica veterinária ou pet shop que sejam de confiança.
De qualquer forma, alguns requisitos básicos são: um local ventilado e limpo para o banho; retirar pelos mortos antes de iniciar a lavagem; não deixar cair água, muito menos produtos químicos nos olhos e ouvidos dos animais; usar produtos específicos para cachorros.
No caso dos gatos, em geral, não é necessário banhá-los. Mas é possível acostumar o gato desde a época de filhote a tomar banho. Também é possível recorrer ao serviço de pet shops e médicos veterinários para isso.

Alguns conselhos, porém, podem ser úteis para quem deseja lavar os gatos em casa: escolher um local bem ventilado e limpo, manter as unhas aparadas; para evitar que caia água nos ouvidos dos animais, é possível usar um pequeno chumaço de algodão; evitar que o animal se assuste, pois isso pode traumatizar; caso caia produto nos olhos, deve-se levar com água limpa.

VACINAÇÃO

Todo proprietário de pequenos animais sabe que a vacinação é o melhor caminho para garantir a proteção de cães e gatos contra doenças contagiosas. Infelizmente, nem todos ficam atentos ao calendário anual de vacinação. Em alguns casos, estas doenças podem ser fatais. No caso dos cães, o programa de vacinação do filhote deve começar entre 8 e 10 semanas, mas o médico veterinário é quem deve indicar o melhor momento para as primeiras aplicações. Entre as enfermidades que as vacinas evitam, estão raiva, cinomose, parvovirose, coronavirose, hepatite infecciosa e leptospirose.

No caso dos gatos, também não existe um programa fechado de vacinação. O ideal é procurar o médico veterinário para agendar as vacinas. Este profissional vai considerar as diferenças entre as raças felinas e as variações de região. Entre as doenças mais comuns que precisam ser combatidas, estão raiva, notraqueíte, calicivirose, clamidiose e panleucopenia.

Os governos municipais, inclusive, possuem uma agenda anual com campanhas de vacinação para combater doenças como vermes intestinais e verme do coração.

CUIDADOS COM FILHOTE

Após o nascimento de cães e gatos, é importante ficar atento a algumas transformações pelas quais os filhotes passam. No caso dos cachorros, no primeiro dia de vida, eles perdem um pouco de peso. Porém, conseguem ganhar de 5 a 10% do peso por dia. Qualquer deficiência em ganhar peso pode indicar problema. A alimentação, nas primeiras semanas, deve ser exclusivamente com leite da mãe do filhote. Caso algum deles seja rejeitado, é preciso garantir outras formas de sustento. O ideal, nestes casos, é procurar um médico veterinário, que indicará qual a alimentação mais saudável para aquele estágio da vida do animal.

No caso dos gatos, os cuidados com os filhotes são mais fáceis. Por outro lado, eles podem se machucar em quedas, queimaduras e afogamentos, especialmente devido a enorme curiosidade destes animais. É importante que o dono evite acidentes conferindo janelas, vidros e objetos cortantes, além de proteger tomadas, piscinas e sacadas.

VIAGEM

Na hora de programar uma viagem, é importante considerar o que fazer com os cães e os gatos. No caso de eles não poderem ir juntos na viagem, é possível deixá-los com algum parente ou amigo que garanta segurança e alimentação adequada. Se for deixar os animais em hotéis especializados neste tipo de serviço, é importante que os donos conheçam as instalações antes de saírem em viagem.

Se a viagem também incluir o animal pet, então é preciso prestar atenção em alguns requisitos para evitar problemas. Antes de sair de casa, o proprietário pode procurar nomes e telefones de médicos veterinários localizados na cidade em que vai ficar. É importante familiarizá-lo com a caixa de viagens e não alimentá-lo por cerca de seis horas antes de sair de casa.

Também é recomendado levar outros objetos que facilitem os cuidados básicos com os animais longe de casa, como produtos de higiene, comida, colchão ou cama que os cães e gatos estejam acostumados a usar, além de um utensílio para água.

Outro ponto fundamental é identificar os animais com coleiras e placas contendo nome para contato e telefone. Extravios podem acontecer, especialmente quando a viagem é feita por avião. Pequenos animais podem viajar dentro do avião desde que não causem deconforto para os outros passageiros. Os animais de estimação maiores precisam viajar em compartimentos especiais.

Mais informações sobre viagens de avião com animais: www.infraero.gov.br/guia_item.php?gi=19

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